O Novo Recorde Mundial de Maratona

No último domingo, 29 de setembro, o recorde mundial de maratona foi batido na Maratona de Berlin. O atleta do Quênia Wilson Kipsang, concluiu a maratona em 2 horas 3 minutos e 23 segundos. 15 segundos a menos que o até então detentor do recorde, Patrick Makau.


Esta foi a sexta vez que um homem bateu o recorde da Maratona de Berlin desde que o brasileiro Ronaldo da Costa fez um tempo de 2 horas 6 minutos e 5 segundos em 1998. Kipsang foi o terceiro queniano na história além de Makau e Paul Tergat.

A maratona feminina foi vencida por Florence Kiplagat com um tempo de 2 horas 21 minutos e 13 segundos, e essa foi sua segunda vitória em Berlin.

Os quenianos realmente são uns monstros quando o assunto é corrida de rua! A ciência do esporte já investigou os fatores que poderiam explicar o domínio incontestável dos corredores africanos. E concluíram que existe um conjunto de fatores que contribui para esta soberania.

De acordo com o Colégio Americano de Medicina Esportiva os fatores que explicam esse domínio são:

  • O fator social que criou a cultura a respeito da seleção de talentos nas crianças africanas. Assim como no Brasil costumamos dizer os os meninos dormem abraçados a uma bola de futebol, no Quênia eles já nascem correndo. Os garotos africanos crescem sonhando em serem grandes corredores.
  • Existe também o fator fisiológico, quando se fala de desempenho nas corridas longas, o destaque vai para o consumo máximo de oxigênio, o limiar aeróbico e a eficiência de corrida. Os quenianos são máquinas energéticas excepcionais, como elevados índices de consumo de oxigênio, e apresentam um biotipo geneticamente herdado que os torna máquinas de correr extremamente eficientes. A eficiência da corrida, que representa o quanto de energia se gasta para correr a uma determinada velocidade é um fator predominante nestes corredores. 
  • Há ainda  a lei da seleção natural. Por viverem em regiões de grandes planícies, onde para sobreviver os indivíduos precisavam percorrer longas distâncias, tanto para buscar alimento e água, como para se proteger de predadores, prevalecia a lei da seleção natural, onde quem sobrevivia não era o mais forte e sim o mais resistente. Este fator de influência do meio ambiente originou uma população que até hoje sobrevive correndo.

Comentários

  1. Dani Querida!!
    Eu sou muito fã da elite como um todo, não apenas dos africanos (nem me delimitei aos quenianos kkk). Assisti no Canal Off, há algumas semanas, um programa chamado Boundless, que trouxe dois amigos ultras participando de uma prova no Quênia. Menina, que era aquilo. Os meninos (crianças) corriam numa disparada, numa temperatura de 42 graus, surreal. Acho que corrida lá é disciplina na escola, só pode.kkk
    beijos e bons treinos.
    Helena
    Blog Correndo de bem com a vida
    @Correndodebem

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    Respostas
    1. Oi querida,
      nunca assisti esse programa, vou procurar ver! Esses caras são mutantes, só pode, né?
      Beijo,
      Dani.

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  2. É incrível o que esses caras fazem com seus corpos. Simplesmente eu naõ consigo imaginar.
    Helena e Dani aqui em cima se falando... as duas futuras maratonistas... isso aí, busquem inspiração no queniano. ;-)
    Bjs
    Milton - Blog Vinte Semanas

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