Dica de leitura - Nascido para correr


O primeiro post que eu escrevi com dica de leitura sobre corrida de rua foi lido por muitas pessoas. Achei que seria legal continuar com esse tipo de publicação aqui no blog.

Em certa ocasião conversei com um amigo sobre o livro Correr, e ele me contou que estava lendo Nascido para Correr, pedi então que ele escrevesse uma resenha para eu publicar aqui. E o Marcelo Coelho, corredor da assessoria Marcia Rosa Runners, atendeu meu pedido e alguns dias depois me encaminhou sua resenha. Como ainda estou no comecinho do livro, não vou emitir opinião agora, mas gostei muito do que o Marcelo nos conta a seguir sobre as impressões dele sobre Nascido para correr.


A pedido da minha amiga Dani Corredora, escrevo uma pequena resenha do livro que acabei de ler recentemente: "Nascido para correr".
O livro conta a história de como Christopher McDougall, jornalista, corredor e (como 90% de nós, corredores) com histórico grande de lesões. Buscando informações sobre como livrar-se delas, achou informações sobre os Tarahumaras, uma lendária tribo de índios corredores em que mesmo os senhores de 70 anos são capazes de correr 50 ou até 100 milhas (80 ou 160km), com leveza e velocidade que deixariam os quenianos com inveja!

Tudo isso com sandálias (sim, sandálias) sem amortecimento nenhum e sem as roupas tecnológicas que se vê hoje em dia!

A partir daí, começa uma incrível história que envolve Caballo Blanco, antigo boxeador que decidiu deixar o mundo dos brancos e se juntar aos Tarahumaras, passagens por paisagens inóspitas, receitas de Iskiate (uma bebida à base de chia, suco de limão e açúcar, tão revigorante que a ela são atribuídos poderes quase mágicos) e pinole (um tipo de fubá de milho torrado).

O idealista Caballo Blanco se junta aos Tarahumars e a outros Más Locos, como Ted "Barefoot" (que como o nome diz, corre essas distâncias insanas descalço e praticamente sem lesões) e criam uma ultramaratona de 100 milhas.

O livro é imperdível por vários aspectos
  • Faz-nos redescobrir o correr apenas por prazer, como um estilo de vida, e não apenas com objetivos (nobres, é claro!) de perder peso,  melhorar as taxas dos exames, baixar tempos, etc. 
  • Faz-nos pensar até que ponto os tênis com muito amortecimento são benéficos para nossos pés, articulações e tendões ou são apenas uma moda para nos empurrar tênis cada vez mais caros e que ao invés de ajudar, prejudicam nossos pés.
  • Reafirma (porque isso, nós, corredores, já sabíamos!) novamente a corrida como fonte de alegria e prazer.
  • Faz-nos pensar que a verdadeira fonte da felicidade pode estar nas coisas mais simples e não nas mais complexas!
Alguns links úteis para quem se interessou pelo assunto:
É isso. Espero que tenham gostado da resenha (é a primeira vez que faço isso, hehehe) e bora correr!

Comentários

  1. Oi Dani,
    já li esse livro, ele é bem bacana, gostei principalmente da história da Ann Trason, aquela lá tinha sangue nos olhos!
    Abraço,
    Greice.

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  2. Oi corredora!
    Também já li este livro, é cada história de ultramaratonistas, né?
    Nossa, muito legal.
    Parabéns pelo post, ótima dica de leitura para os que ainda não leram este livro.
    Abraço,
    Marcos.

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    1. A impressão que fiquei é que existe muita gente maluca nesse mundo, essas ultramaratonas são surreais!

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  3. Olá Dani Corredora,
    embora não seja um adepto da corrida de rua, fiquei com vontade de ler este livro. A resenha está bem interessante.
    Abraço,
    Antero.

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    1. Leia sim, pois independente da história ser em torno de ultramaratonas existe muito história de vida bacana!

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