Por que às vezes é bom correr sem GPS?

Na minha última corrida, a pulseira do meu Garmin, que havia sido recém trocada, resolveu se soltar minutos antes da largada. Na hora fiquei muito brava, e pensei que isso fosse me abalar psicologicamente. Mas consegui fazer a corrida sem o GPS e não mudou em nada a minha vida naquele momento. Drama superado!

Que nós amamos nossos relógios com GPS é fato. Mas amamos tanto que seríamos capazes de questionar um diretor de prova que o percurso estava acima ou abaixo da quilometragem prometida pela organização da corrida. Quantas vezes a gente já não se deparou com essa situação, né? Já fiz corrida de 16 km que tinha 14,6 km. E existem inúmeras situações em que o relógio com GPS é uma ferramente de treino muito valiosa. Mas por outro lado, existem momentos que o GPS pode fazer mais mal do que bem. A gente que frequenta corridas de rua e participa de assessorias vê corredores que se apegam de tal forma ao que é mostrado no GPS que acabam se negando a acreditar no resultado do seu próprio esforço.

Vira e mexe, artigos em revistas especializadas falam que os relógios com GPS não são precisos. Existe uma controvérsia sobre a precisão dos GPS, mas de fato existe uma pequena margem de erro em qualquer peça tecnológica. Diferentes fatores podem impactar na precisão da leitura feita pelo GPS; força do sinal, o número de voltas em um percurso, a presença de prédios altos, e a velocidade são coisas que podem mudar a forma como o relógio interpreta a leitura que o GPS faz dos satélites. O que isso significa? O que o seu relógio te mostra não é exatamente a realidade o tempo todo. E tudo bem! Não existe uma necessidade para a precisão exata o tempo todo, ou na maioria das vezes. Os relógios com GPS são ótimos para rastrear a distância nas corridas, e para o pace em certas circunstâncias. Com a melhoria da tecnologia, a tendência é que eles fiquem mais precisos, mas nunca serão perfeitos.

Qual é a hora boa pra correr sem GPS?

Trotes leves: aqueles dias que em que você quer ver como está se sentindo mais do que qualquer outra coisa, quando quer correr sem compromisso. Essa corrida deve ser de nível fácil!

Treinos em pistas: esse tipo de treino vai te dar noção da precisão para treinos de velocidade. Quando você sabe o tamanho da pista, você não precisa calcular a distância percorrida. O relógio só seria interessante para controlar o pace.

Ontem fui treinar de manhã cedo e só quando cheguei ao local do treino me deparei com a mensagem de bateria fraca do meu Garmin. Era um dia que eu ia precisar muito dele, 3 voltas de 10 minutos, por 2 minutos de descanso, como fazer sem o GPS num treino por tempo? Difícil! Mas por sorte, consegui treinar com 2 colegas que estavam devidamente aparelhados para marcar o tempo e não precisei me preocupar. 

Comentários

  1. No começo da minha carreira de corredor de rua, Dani, eu não tinha frequencímetro, GPS, nada dessas tecnologias, e não sentia falta. Depois que comprei meu primeiro Polar, virei escravo. kkkkkk! Viva a tecnologia!
    Abraço,
    Marcos.

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  2. E não é só o GPS, às vezes a gente corre com tanto acessório, que acaba pesando e atrapalhando o desempenho, tipo fone de ouvido, mp3 player, celular...

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  3. Muito bom o artigo Dani. Não estou correndo agora, estou fazendo só musculação. Resolvi ir para academia sem celular e sem fone de ouvido e estou amando. Fico mais concentrada no treino e acabo malhando por malhar e não para ouvir música. Beijos

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  4. Dani, corro com garmin. Mas, ultimamente tenho deixado ele de lado. Gosto de correr sem a pressão do pace. Só de saber a quilometragem do treino. Essa onda free run me fez desapegar de muita coisa. Daqui a pouco estou correndo igual ao Stallone, de calça de moleton e bandana. hahahahahaha
    beijos
    Helena

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  5. Adorei o coelho de Alice no País das Maravilhas correndo com o relógio na mão!

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